DRT 7304/MG.
Matisael Lima
(21)8336-7643
Formação Profissional
Construindo no Improviso (Luzia di Resende); Técnica Vocal (Homero Faria); Mobilização e Produção Cultural (Ivanée Bertola – Ponto de Partida); Interpretação e Teatro de Rua (Chico Pelúcio – Grupo Galpão); Interpretação para palco (Regina Bertola – Ponto de Partida); Interpretação (Mário de Oliveira); Construção de Bonecos (Giramundo); Dança (Rui Moreira); Biomecânica do Ator (Marcos Marinho);Expressão Corporal (1º Ato); Técnica Vocal (Babaya); Interpretação e a Palavra (Sérgio Britto); oficina de Iluminação com Jorginho de Carvalho; Oficina “O Aotr e a Voz” com Tim Rescalla.
Experiência Profissional
Foi membro do Grupo de Teatro Perna de Palco durante 08 anos.
Desenvolveu a função de iluminador dos espetáculos: “Terceiro Sinal”, “Território RG”, “Caixa Mágica”, “Retalhos de Minas”, “Passarim – O menino que aprendeu a voar”, “Historias do Povo”, “Bye Bye Brasil”, e “Sonhos de aprendiz”.
Desenvolveu a função de Técnico de Montagem em Iluminação nos espetáculos: “Tear – Histórias de Amor”, “Ser Minas tão Gerais”, “Santa Ceia”, “Pra Nhá Terra” do Grupo Ponto de Partida, assistente de iluminação do espetáculo de dança “Rebento”, iluminado por Jamille tormann.
Idealizador e produtor do projeto “Minas Músicas – Festival Brasileiro de Teatro Musical”, realizado no ano de 2009.
Elaborador de Projetos para Leis de Incentivo à Cultura ICMS e Rouanet.
ESPETÁCULOS E FUNÇÕES
2011 - Forrobodó (Ensaiando)
2011 - CASA, NÃO CASA FUNÇÃO: ATOR
2011 – TRAVESSIA (musical)
FUNÇAO: PRODUTOR LOCAL
GRUPO: PONTO DE PARTIDA
2010/2011 – Temporada Minas Gerais do espetáculo OS SALTIMBANCOS (musical)
2009 – GRAVAÇÃO DE FILMAGEM
FUNÇÃO: ATOR (participação na filmagem para o Memorial do Ouro como convidado).
GRUPO: PONTO DE PARTIDA DIREÇÃO: GRINGO CARDIA
2009 – OS SALTIMBANCOS (musical)
FUNÇÃO: ATOR
GRUPO: CIA. CORPO DE PROVA
2009 – O GATO MALHADO E A ANDORINHA SINHÁ
FUNÇÃO: DIRETOR E ILUMINADOR
GRUPO: CIA. CORPO DE PROVA
2009 – CASAMENTO NEGRO (CURTA METRAGEM de SÁVIO TARSO)
FUNÇÃO: ATOR (personagens: O Noivo; O feiticeiro e Jesus).
DIREÇÃO: SÁVIO TARSO
2009 – OH!OH! MINAS GERAIS (musical)
FUNÇÃO: PRODUTOR LOCAL
GRUPO: CARA DE PALCO
2009 – MINAS MÚSICAS – FESTIVAL BRASILEIRO DE TEATRO MUSICAL
FUNÇÃO: IDEALIZADOR, CAPTADOR E PRODUTOR EXECUTIVO/ICMS MG
2008 – AUTO DA COMPADECIDA
FUNÇÃO: ATOR
GRUPO: CIA CORPO DE PROVA E SANTINHAS DO PAU OCO PRODUÇÕES DE COMÉDIA
2008 – DOIS PERDIDOS NUMA NOITE SUJA
FUNÇÃO: TÉCNICO DE ILUMINAÇÃO
GRUPO: MONTAGEM DE ELENCO
2008 – AUTO DA COMPADECIDA
FUNÇÃO: ATOR
GRUPO: CIA CORPO DE PROVA
2007 – AS CASADAS SOLTEIRAS (LEITURAS DRAMÁTICAS)
FUNÇÃO: ATOR
GRUPO: PERNA DE PALCO
2007 – A BRUXINHA QUE ERA BOA (LEITURAS DRAMÁTICAS)
FUNÇÃO: ATOR
GRUPO: PERNA DE PALCO
2007 – MINHA NOIVA É UM PITBULL
FUNÇÃO: TÉCNICO DE ILUMINAÇÃO
GRUPO: CIA CORPO DE PROVA
2007 – DEUS E O DIABO NO CAMINHO DO SOL
FUNÇÃO: ILUMINADOR
GRUPO: CIA BRUTA
2007 – ESTAÇÃO MEMORIA
FUNÇÃO: ELABORAÇÃO DE LUZ
GRUPO: CIA BRUTA
2007 – MULHERES DO ESPELHO
FUNÇÃO: TÉCNICO DE ILUMINAÇÃO
GRUPO: PERNA DE PALCO
2007 – TERCEIRO SINAL
FUNÇÃO: ILUMINADOR
GRUPO: MONTAGEM DE ELENCO
2007 – PRA NHÁ TERRA (musical)
FUNÇÃO: TÉCNICO MONTADOR DE ILUMINAÇÃO
GRUPO: PONTO DE PARTIDA
2007 – O FIGO É UMA FLOR...
FUNÇÃO: ILUMINADOR
GRUPO: FARROUPILHA
2007 – TERRITÓRIO
FUNÇÃO: ILUMINADOR
GRUPO: MEIA CIA DE DANÇA
2006 – CARRUM NAVALIS – SKETES PARA O T-ATO
FUNÇÃO: ATOR E ASSISTENTE DE ILUMINAÇÃO
GRUPO: PERNA DE PALCO
2006 – CAIXA MÁGICA
FUNÇÃO: ILUMINADOR E ASSITENTE DE DIREÇÃO
GRUPO: PERNA DE PALCO
2005 – SEIS PERSONAGENS À PROCURA DE UM AUTOR
FUNÇÃO: ILUMINADOR
GRUPO: FARROUPILHA
2005 – PASSARIM – O MENINO QUE APRENDEU A VOAR (musical)
FUNÇÃO: ATOR E ILUMINADOR
GRUPO: PERNA DE PALCO E GIRANÇA
2005 – BRINCANDO DE ORQUESTRA
FUNÇÃO: ATOR
GRUPO: PERNA DE PALCO, ORQUESTRA SINFÔNICA DE MINAS GERAIS E TIM RESCALLA.
2005 – MORTE E VIDA SEVERINA (musical)
FUNÇÃO: ATOR E ASSISTENTE DE ILUMINAÇÃO
GRUPO: PERNA DE PALCO
2004 – NHAC! UMA LIÇÃO DE QUEIJO
FUNÇÃO: ATOR E ILUMINADOR
GRUPO: PERNA DE PALCO
2004 – BYE BYE BRASIL (musical)
FUNÇÃO: ATOR E ILUMINADOR
GRUPO: PERNA DE PALCO
2003 – SANTA CEIA
FUNÇÃO: TÉCNICO MONTADOR DE ILUMINAÇÃO
GRUPO: PONTO DE PARTIDA
2003 – HISTÓRIAS DO POVO (musical)
FUNÇÃO: ILUMINADOR E ASSISTENTE DE DIREÇÃO
GRUPO: PERNA DE PALCO E GIRANÇA
2002 – SER MINAS TÃO GERAIS
FUNÇÃO: TÉCNICO MONTADOR DE ILUMINAÇÃO
GRUPO: PONTO DE PARTIDA
2002 – CADEIRA DE BALANÇO
FUNÇÃO: ATOR E ILUMINADOR
GRUPO: PERNA DE PALCO
2002 – CAIPIRA – CAMINHO DA MATA AO LONGO DO RIO (musical)
FUNÇÃO: ATOR E ILUMINADOR
GRUPO: PERNA DE PALCO
2002 - SONHOS DE APRENDIZ
FUNÇÃO: ATOR E ILUMINADOR
GRUPO: PERNA DE PALCO E GIRANÇA
2002 – O PALHAÇO E A BAILARINA
FUNÇÃO: ATOR
GRUPO: PERNA DE PALCO
2001 – UM CHAPÉU PARA VIAGEM
FUNÇÃO: TÉCNICO DE ILUMINAÇÃO
GRUPO: PERNA DE PALCO
2001 – O TEAR – HISTÓRIAS DE AMOR
FUNÇÃO: TECNICO MONTADOR DE ILUMINAÇÃO
GRUPO: PONTO DE PARTIDA
2000 – PICADEIRO
FUNÇÃO: ATOR
GRUPO: PERNA DE PALCO
2000 – FABRICANTES DE ESTÓRIAS
FUNÇÃO: ATOR
GRUPO: PERNA DE PALCO
1999 – RETALHOS DE MINAS
FUNÇÃO: ATOR E ILUMINADOR
GRUPO: PERNA DE PALCO
1999 – SE ESTA RUA FOSSE MINHA...
FUNÇÃO: ATOR
GRUPO: PERNA DE PALCO
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
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Lá vou eu de novo....
MINAS MÚSICAS - FESTIVAL BRASILEIRO DE TEATRO MUSICAL
COM OS GRUPOS PONTO DE PARTIDA + PERNA DE PALCO + VOZ & CIA
DE 04 À 06 DE MARÇO 20:30 TEATRO DO CENTRO CULTURAL USIMINAS
INGRESSOS: R$ 10,00 (INTEIRA) R$ 5,00 (MEIA)
REALIZAÇÃO: MATISAEL LIMA
APOIO: USICULTURA + LEI ESTADUAL DE INCENTIVO À CULTURA + GOVERNO DE MINAS GERAIS
http://paraisoinsoluvel.blogspot.com/2009/03/minas-musicas.html
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Classe artística se reunirá amanhã [Ipatinga/MG]
Está marcada para amanhã (22/12), à partir das 17h30, no 7º andar da Prefeitura Municipal de Ipatinga, a assembléia geral da classe artística que elegerá três representantes do setor cultural que farão parte da Comissão Municipal de Cultura - CMIC, para o ano de 2010.
A principal atribuição da CMIC é avaliar projetos que visem obtenção de recursos do Fundo de Projetos Culturais da prefeitura. O edital para 2010 se encontra aberto e os projetos podem ser enviados até o dia 22 de janeiro/10.
Fazem parte da comissão Elias Ferreira, Matisael Lima e Edmilson Peres. O mandato é de um ano e pode ser renovado.
Abaixo segue itens necessário para apresentação de projetos para 2010.
A principal atribuição da CMIC é avaliar projetos que visem obtenção de recursos do Fundo de Projetos Culturais da prefeitura. O edital para 2010 se encontra aberto e os projetos podem ser enviados até o dia 22 de janeiro/10.
Fazem parte da comissão Elias Ferreira, Matisael Lima e Edmilson Peres. O mandato é de um ano e pode ser renovado.
Abaixo segue itens necessário para apresentação de projetos para 2010.
Instrução Normativa n.º 04/2009
Formulário de apresentação de projetos
Planilha de Despesas
Protocolo
Instruções para preenchimento
http://forumdacultura.blogspot.com/2009_12_21_archive.html
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photos by Audres Dizes
“CASA, NÃO CASA” de Jomar Magalhães,
do conto de Machado de Assis
A peça é uma adaptação do conto homônimo de Machado de Assis em sua fase romântica. Trata-se de uma comédia romântica, onde um indeciso galanteador namora duas lindas moças e que - por isso mesmo - não consegue decidir-se qual delas levar para o altar.
O espetáculo fará temporada durante o mês de julho/2011 no Tijuca Tênis Clube (Teatro Henriqueta Brieba), todas sextas-feiras, sempre às 20 horas.
Tempo de duração do espetáculo: 1:20h
Apresentação: Grupo “Gregos e Baianos”. Texto e direção: Jomar Magalhães.
Júlio Simões – Matisael Lima
Izabella Borges – Luísa
Márcia Rosa – Isabel
Lúcia Chase – Eulália
Sheyla Sena – Anastácia
Vanderson Paulino – Teixeira / Atendente
Luciano Pontes – Fernando
Rodrigo Zíngano – Padre
Márcia Goulart – Avó
Ronalda Gold - Leitora
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DEUS E O DIABO NO CAMINHO DO SOL
Duração: 50 minutosGênero: DramaRelease:
Após perderem a filha, uma família de retirantes miseráveis; regando a estrada de fé, poesia e canção; saem a peregrinar no caminho do sol a espera de um milagre de Deus numa terra do Diabo. Numa terra morta e sem rastro de vida. Fugiam do sol e o sol guiava-os num forçado nomadismo. Mais mortos do que vivos, faiscavam o cheiro enjoativo do melado que lhes exacerbavam os estômagos jejunos. E em vez de comerem, eram comidos pela própria fome numa autofagia erosiva. A caatinga estendia-se de um vermelho vasto, indeciso e salpicado de manchas brancas que eram ossadas. O vôo negro dos urubus fazia círculos altos em redor da família moribunda.
O espetáculo – que é baseado na canção “Olha Maria” de Chico Buarque – faz uma viagem musical pela cultura nordestina, clássicos da MPB e poesias musicadas, proporcionando aos espectadores um encontro (e por que não dizer resgate) com sua identidade.
FICHA TÉCNICA
ELENCO: Edna Vilma de Souza, Filipe Fernandes, Jefferson Cirino, Camile Gracian e Thiago Vaz DIREÇÃO: João Carlos Cardoso
TEXTO: João Carlos Cardoso
ILUMINAÇÃO: Matisael Lima
CENOGRAFIA: Wellinton Gardene
FIGURINO: João Carlos Cardoso e Cia Bruta de Teatro
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Conto dos Irmãos Grimm tem versão de Othon Valgas
por Diário Popular
08/05/2010 00:00
Peça "Os Saltimbancos" está em cartaz neste sábado, às 17h, no teatro do Centro Cultural Usiminas "Os Músicos da Cidade de Bremen", famoso conto dos Irmãos Grimm, inspirou "Os Saltimbancos"
Nesta adaptação, um grupo de atores mambembes está a ponto de perder seus empregos por não terem mais atrações. É aí que surge a ideia de resgatar as velhas fábulas e contá-las às crianças.
Em resumo, quatro animais muito diferentes entre si buscam um só ideal para suas vidas: escapar da opressão de seus donos. O jumento, a galinha, o gato e o cão representam, poeticamente, cada qual com sua personalidade, o sonho comum a todo ser humano: derrotar toda a forma de tirania.
Ao contar a história de um jumento (Marcelo Vieira), uma galinha (Luiz Yunner), um cachorro (Matisael Lima) e uma gata (Camille Grazian), fogem dos maus-tratos caseiros e montam um grupo musical, Os Saltimbancos exalta a ideia da "união que faz a força". A figura do mal é encarnada pelos donos dos bichos, os "patrões".
E o desafio, a condição do imigrante pobre nas grandes cidades, é um problema que se mantém atual. Na versão o cenário, assinado por Beto Valgas e figurinos de Sula Valgas, coreografias de João Carlos Cardoso e preparação vocal de Wadson Lourenço criam uma atmosfera que potencializa a magia da peça e encanta as crianças.
FICHA TÉCNICA
Direção e adaptação: Othon Valgas
Com: Marcelo Vieira, Matisael Lima, Luiz Yunner, Camile Gracian e Fran Reis.
Preparação Corporal e coreografias - João Carlos Cardoso
Preparação vocal - Wadsol Lourenço
Cenário - Beto Valgas
Figurinos - Sula Valgas
Trilha - Banda Sentox
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Photos by Rodrigo Zeferino
SEIS PERSONAGENS À PROCURA DE UM AUTOR de Pirandello, com Grupo Farroupilha/Ipatinga.
O espetáculo, estreado em 2004, é uma das obras primas da dramaturgia mundial, do vencedor do Nobel de Literatura, o italiano Luigi Pirandello. A peça tem como base o embate entre uma companhia de teatro, que ensaia um novo espetáculo, e os seis personagens do título, que foram abandonados por seu autor e invadem um ensaio, a fim de serem inscritos no mundo da arte. Trata-se da primeira peça de Pirandello que tem o teatro como tema do teatro e, talvez, a primeira obra dramática da história a levantar tantos questionamentos a respeito do fazer teatral. A montagem recebeu 06 prêmios no III Festival Nacional de Teatro de Governador Valadares: melhor diretor (Eduardo Vaccari), melhor ator (Sinésio Bina), melhor atriz (Claudiane Dias), melhor iluminação (Matisael Lima), melhor maquiagem (João Carlos Souza) e o prêmio de 2º melhor espetáculo do festival.
Ficha técnica:
Texto: Luigi Pirandello
Tradução: Fernando Correa Fonseca
Adaptação: Sinésio Bina e Eduardo Vaccari
Direção: Eduardo Vaccari
Cenário: Welington Gardene
Figurino e adereços: Alex SanderI
luminação: Matisael Lima
Maquiagem: João Carlos Cardoso
Cenotécnico: Tati
Técnico de Luz: Michel Ferrabiamo
Técnico de Som: Baiano
Contraregra: Tati
Produção: Didi Peres
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O FIGO É UMA FLOR QUE ABRE PARA DENTRO,
com Grupo Farroupilha/Ipatinga/MG
http://www.institutoculturalusiminas.com/irj/servlet/prt/portal/prtroot/pcd!3aportal_content!2fusiminas!2fcomum!2fconteudo!2fiviews!2fbr.com.su.i.iview.JAI_iView_Publica_do_KM/prtl_hs/Usicultura/Hotsites/grupofarroupilha/espetaculos.html#figo
Baseado na obra de Caio Fernando Abreu, a peça criada em 2006 foca um universo cercado pela solidão e desprovido de certezas, em que os intérpretes descortinam a miséria do homem e do mundo, desnudando seus tormentos, sonhos e as feridas deixadas pelas pontas e arestas adquiridas na corrente da vida. No palco, a plateia se confunde aos intérpretes, que se confundem aos personagens, que se confundem com a vida. “Nesse fio estreito, esticado feito corda bamba, nos equilibramos todos.”
Ficha técnica: Direção: Claudiane Dias
Intérpretes: Didi Peres e João Carlos Cardoso
Dramaturgia: Claudiane Dias, Didi Peres e João Carlos Cardoso
Cenário e Figurino: O Grupo
Sonoplastia: Sinésio Bina
Iluminação: Matisael Lima
Cenografia, dramaturgia espacial: Grupo Farroupilha
Fotos: Ana Clara Banana
Produção Executiva: Claudiane Dias
Assistente de produção: Torosca Silvestre
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CURTA METRAGEM "CASAMENTO NEGRO"
de Sávio Tarso
Photos by Nilmar Lage
Imagens raras
Primeiro curta de ficção do diretor Sávio Tarso, “Casamento Negro” emociona sem dizer uma só palavra
05/03/2010 - 19h59
Diretor afirma que aprendeu muito com seu primeiro trabalho de ficção
IPATINGA – O céu está negro. De um lado a noiva se arruma para o grande dia. Do outro, o noivo faz o ritual antes de subir ao altar. Na porta da igreja, congado e maculelê para celebrar a festa. Mas o final dessa história está longe do trivial. O primeiro curta-metragem de ficção de Sávio Tarso, “Casamento Negro”, orçado em R$ 90 mil, teve a sua pré-estreia na tarde de ontem, no Teatro Zélia Olguin. Quem quiser conferir o final desse casamento pode comparecer ao lançamento do filme, no próximo dia 12, no teatro do Usicultura, com sessões às 20h e 21h. O filme foi viabilizado através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, com apoio da Usiminas.
A história foi inspirada no poema homônimo da poetisa chilena Violeta Parra, na qual narra-se um casório formado só por negros, em um dia negro. No dia do casamento, a noiva passa mal no altar e não consegue realizar o sonho do matrimônio. Os ingressos podem ser retirados gratuitamente na bilheteria do teatro.
Sem diálogo
Nos 20 minutos do curta é possível perceber a presença do barroco e o contemporâneo de maneira harmônica. Para isso, o diretor Sávio Tarso nem precisou usar diálogos. As imagens, marcadas pela fotografia que remete aos antigos retratos retocados por retratistas, embaladas por uma trilha afinada que mescla o instrumental com o rock pesado, dizem tudo. Destaque para a narração imponente de ninguém menos que Maurício Tizumba, com texto de Sávio Tarso.
Noivos
A atuação da noiva, interpretada por Sâmyla Cristina, encontrada pelo diretor em um supermercado, surpreende e emociona. Sem dizer uma só palavra, Sâmyla meche com o expectador ao incorporar o clássico retrato da noiva, que lembra muito Billy Holiday. Matisael Lima também surpreende em sua primeira atuação no cinema ao viver o noivo, um feiticeiro e um terceiro papel que é surpresa. Ele, que tem onze anos de teatro, se supera ao lançar para público por meio dos planos fechados olhares e gestos que dizem mais do que palavras. Fotografia
A fotografia do filme é um show à parte. Sávio Tarso contou que a fotografia foi inspirada em dois tipos. “Aquelas de imagens de quadros antigos com figuras religiosas e a outra são aqueles retratos de pessoas que eram retocadas pelos retratistas. São imagens populares e artesanais”, disse.
Essa escolha também está relacionada com a vida pessoal do diretor. “Quando eu era pequeno minha mãe me chamava para tirar uma foto uma vez por ano. Então as imagens de minhas infâncias são raras. No filme também queria mostrar imagens raras e não as descartáveis. Por isso não quis colocar diálogo. As imagens são mais importantes”, declarou Sávio Tarso. A direção de fotografia ficou a cargo de Ricardo Lima. As cenas foram gravadas na igreja do Ipaneminha, zona rural de Ipatinga, em Antônio Dias, no teatro Zélia Olguin e no Alto Morro do bairro Santa Mônica. Estreias
A realização do curta-metragem é uma estreia não só para Sávio Tarso, como para o restante da equipe envolvida no processo de produção, que contou com cem pessoas. Com apenas 17 anos e sem nunca ter trabalhado com dramaturgia, Sâmyla demonstrou um grande talento. “Minha vida mudou depois das filmagens. Muita gente na escola hoje me para e pergunta sobre quando o filme irá estrear. Aprendi que atuação é um exercício de concentração. Vai ser uma experiência inesquecível”, declarou.
A realização do curta-metragem é uma estreia não só para Sávio Tarso, como para o restante da equipe envolvida no processo de produção, que contou com cem pessoas. Com apenas 17 anos e sem nunca ter trabalhado com dramaturgia, Sâmyla demonstrou um grande talento. “Minha vida mudou depois das filmagens. Muita gente na escola hoje me para e pergunta sobre quando o filme irá estrear. Aprendi que atuação é um exercício de concentração. Vai ser uma experiência inesquecível”, declarou.
Apesar de larga experiência nos palcos, o filme foi um desafio para Matisael Lima. “Interpretar o noivo é se vestir de um personagem que tem uma paixão arrebatadora que não se concretiza. Nem ao menos tem contato com a amada. Não existia um toque para servir de suporte para essa paixão. Com o feiticeiro eu vibrei muito por dentro. Atuar para filme é muito diferente. Foi uma experiência nova para todos. O resultado foi gratificante”, relatou Matisael. Criatividade
Conhecido por suas produções em formato documentário, o diretor e historiador Sávio Tarso disse que o grande diferencial da ficção é o processo criativo. Nesse sentido, ele ressaltou o empenho da equipe de produção formada por talentos regionais, e resumiu seu sentimento em relação ao filme assim: “Não sei se fiz uma coisa boa. Sei que estou feliz demais”. Sávio também acredita que seu trabalho pode atrair mais pessoas da região para fazerem cinema. “Foi um grande aprendizado. O melhor é saber que daqui a dez anos, com essa tendência de descentralização dos recursos para a cultura, os fomentadores vão descobrir aqui grandes realizadores”, frisou.
Conhecido por suas produções em formato documentário, o diretor e historiador Sávio Tarso disse que o grande diferencial da ficção é o processo criativo. Nesse sentido, ele ressaltou o empenho da equipe de produção formada por talentos regionais, e resumiu seu sentimento em relação ao filme assim: “Não sei se fiz uma coisa boa. Sei que estou feliz demais”. Sávio também acredita que seu trabalho pode atrair mais pessoas da região para fazerem cinema. “Foi um grande aprendizado. O melhor é saber que daqui a dez anos, com essa tendência de descentralização dos recursos para a cultura, os fomentadores vão descobrir aqui grandes realizadores”, frisou.
Novo filme será policial
Sávio Tarso gostou da experiência de fazer ficção e já planeja seu próximo filme. “O projeto chama-se Duas Sombras. No filme quero fazer uma homenagem aos grandes bandidos. O enredo conta a história de dois bandidos que trocam de alma. O que você faria se fosse seu pior inimigo? Essa é a história. Mas ainda dependemos de recursos”.
Repórter : Polliane Torres
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